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:::Exames:::
São sete visitas, no mínimo, ao
Obstetra. A primeira, deverá ocorrer assim que o teste de gravidez
se mostrar positivo.
Na primeira consulta, o médico fará uma ficha contendo os detalhes
de sua história médica e obstetrícia. Além disso, vai querer saber
seu estado de saúde, seus hábitos alimentares, suas condições de
trabalho e etc.
Ao dar início ao exame clínico, o Obstetra fará um exame clínico
geral e um exame ginecológico para ver se a gravidez está se
desenvolvendo normalmente. Tudo será avaliado registrado: coração,
pulmões, seios, peso, altura, pressão. Para avaliar o
desenvolvimento da gestação, ele fará um exame abdominal, pelo toque
vaginal. Em seguida, ele pedirá alguns exames laboratoriais
obrigatórios:
*Determinação do grupo sangüíneo e do fator Rh, pesquisa da presença
de anticorpos Rh positivos se você for Rh negativo;
*Pesquisas de albumina e de açúcar na urina e de outros elementos
anormais;
*Teste de despistagem da presença de anticorpos contra sífilis,
rubéola e toxoplasmose;
*Hemograma completo e glicose no sangue;
*Teste de despistagem de anticorpos contra o vírus HIV da AIDS;
*Ultra-sonografia: antes dos três meses, o bebê já aparece por
inteiro na tela. Graças a procedimentos precisos, a ultra-sonografia
confirma a data da início da gravidez. Isto é importante para saber
mais tarde, se o bebê está se desenvolvendo normalmente e pra não
ultrapassar a data certa do nascimento ( chamada de termo) Além
disso, verifica-se também se o embrião está bem implantado no útero;
se é único ou se são gêmeos. Procura também, eventuais anomalias.
Em cada visita, repetem-se pesagem, a medição da pressão arterial,
os exames de urina e um exame simples do útero em crescimento. O
médico apalpa o abdome para calcular o aumento do útero desde a
consulta anterior. Ele também tentará sentir o bebê no interior do
útero, para confirmar se o crescimento transcorre normalmente. Um
útero grande poderá ser um primeiro indício de que você está
esperando gêmeos.
Aproveite para esclarecer todas as dúvidas. Para evitar
esquecimentos na hora "h", procure sempre tomar nota num caderno ou
agenda no momento que tiver alguma dúvida, facilitando o dia da
consulta médica.
EXAMES DE ROTINA
Exames de rotina serão feitos regularmente a fim de monitorar sua
saúde e a de seu bebê.
Pressão Arterial: sua pressão será tirada a cada consulta. Algumas
mulheres têm hipertensão que pode vir a causar pré-eclâmpsia
(pressão arterial muito elevada, proteína na urina, inchaço,
retenção de líquido e súbito aumento de peso). Neste caso, você
poderá ser internada para repousar e tomar medicamentos que visem a
redução da pressão arterial.
A pressão pode aumentar devido a tensão e ansiedade, por isso evite
situações desagradáveis e descanse bastante.
Exame de Urina: são importantes porque podem detectar infecções. A
proteína na urina pode indicar pré-eclâmpsia e a presença de açúcar
repetidas vezes pode ser sinal de diabetes. Infecções urinárias são
mais freqüentes na gravidez, e por isso é importante detectar
possíveis germes.
Exames de Sangue: o sangue revelará seu grupo sangüíneo e fator Rh,
que pode ser positivo (como a maioria das pessoas), ou negativo.
Se a gestante for Rh negativo e o pai Rh positivo, é bem provável
que que o bebê seja Rh positivo também. Se for, há o perigo de que,
durante o parto, algum sangue fetal passe para a circulação da mãe,
produzindo anticorpos que nas gravidezes seguintes, podem atacar os
glóbulos vermelhos do outro bebê, provocando anemia e icterícia.
Esta situação só ocorre quando a mãe é Rh negativa e o pai Rh
positivo.
O exame de sangue para verificar a presença do fator Rh é sempre
feito como rotina no início da gestação. Logo após o parto, se o
bebê for Rh positivo, a mãe recebe uma injeção de gamaglobulina anti-D
para evitar a formação de anticorpos e as complicações possíveis em
gestações seguintes. Como medida de segurança, a gamaglobulina é
também administrada às mulheres Rh negativas que tiveram um aborto
ou uma gravidez ectópica.
Outras coisas que são avaliadas e seu sangue: se você está imunizada
contra a rubéola e a toxoplasmose, a contagem de hemoglobina
(ferro), sífilis e AIDS.
O acompanhamento da hemoglobina é necessário a todas as gestantes,
pois a taxa tende a cair naturalmente durante a gestação. A
hemoglobina existente nos glóbulos vermelhos transporta oxigênio
para os diferentes órgãos. Um nível muito baixo significa que a
pessoa está anêmica, com carência de ferro e ácido fólico. Se houver
uma anemia muito intensa, a mulher necessitará de tratamento e de
uma dieta especial, evitando problemas para o desenvolvimento fetal.
Há determinadas malformações fetais da coluna vertebral que são
descobertas pelo aparecimento de uma substância anormal no sangue, a
alfa-fetoproteína. Esse teste serve para verificar se a criança é
portadora de espinha bífida. Quando os resultados são positivos,
recomenda-se que sejam confirmados por exames de ultra-sonografia e
amniocentese.
Análise do Muco Cervical: o câncer do colo do útero é muito raro em
mulheres grávidas, mas as primeiras alterações provocadas pela
doença podem já estar presentes nessa ocasião e devem ser
detectadas. O próprio médico recolhe o muco para análise
introduzindo na vagina um especulo que lhe permite observar o colo
do útero e recolher algumas células que serão analisadas ao
microscópio.
Ultra-som: Revela o tamanho e o forma de um objeto sólido, por meio
de ondas sonoras de alta freqüência. Essas ondas sonoras vão de
encontro ao objeto, produzindo ecos, que se transformam em imagens
numa tela de televisão. Serve para verificar o tamanho do bebê,
assim como seu desenvolvimento, sua posição no útero, se são gêmeos,
anormalidades genéticas, o sexo da criança e onde a placenta está
alojada. Verifica também, as batidas do coração do bebê.
Ultra-som Morfológico: Esse exame avalia as partes fetais a fim de
detectar as anomalias possíveis de identificar ao ultra-som. São
analisados praticamente todos os órgãos fetais, suas funções, a
morfologia e a morfometria.Além disso, é medida a translucência
nucal, líquido presente na nuca de todos os fetos que quando
aumentada, indica maior risco para alterações cardíacas e Síndrome
de Down, entre outras. É indicado em dois estágios da gestação:
entre a 11a. e a 13a. semana e a 20a. e a 22a. semana.
Ultra-som em 3D: produz imagens de qualquer estrutura do organismo,
coloridas e detalhadas. Além disso, amplia as possibilidades do
diagnóstico por imagem. As imagens mais acuradas facilitam a
detecção precoce de alterações anatômicas superficiais. São defeitos
nas orelhas, nos braços, nas pernas, nas mãos, nos pés e casos de
lábios leporinos. As malformações fetais começam a aparecer no
ultra-som convencional a partir da décima semana. Com a
ultra-sonografia em três dimensões, pode-se reduzir ainda mais esse
prazo. O retrato não é apenas do exterior. Essa tecnologia tem
capacidade de captar com a mesma nitidez as estruturas internas do
feto. Dessa forma, distúrbios mais graves, intrínsecos ao organismo,
também poderão ser diagnosticados mais cedo. Com o ultra-somem 3D,
os médicos podem captar a imagem e manipula-la como bem entendem.
Teste triplo ou teste duplo: consiste na dosagem de determinadas
substâncias no sangue materno, calculando-se possível aumento do
risco de o bebê ter problemas.
EXAMES COMPLEMENTARES
Amniocentese: pode ser realizada em duas etapas gestacionais, com os
seguintes intuitos:
No início da gestação, é feita para detectar casos de mongolismo ou
de espinha bífida. No final, é realizada para pesquisar a possível
presença de pigmentos biliares, de lecitina ou de esfingomielina no
líquido amniótico.
Bilirrubina: é o pigmento biliar presente no líquido amniótico
quando o feto sofre de icterícia grave por incompatibilidade
sangüínea materno-fetal (mãe Rh negativa e filho Rh positivo).Se o
nível for muito alto, é preciso baixa-lo ou antecipar o parto.
Lecitina e Esfingomielina: estas substâncias encontram-se
normalmente nos pulmões do feto e permitem que eles se expandam
depois do nascimento, quando o bebê começar a repirar. A carência de
lecitina e esfingomielina é mais comum nos prematuros. Por esse
motivo, se o médico prevê um trabalho de parto prematuro, ele pode
pedir um exame do líquido amniótico para verificar a quantidade
dessas substâncias e tomar as medidas necessárias.
Se você tiver 38 anos ou mais, se você já teve um bebê com síndrome
de Down, o médico lhe aconselhará esse exame, por volta da 15a.
semana e consiste em retirar, por meio de uma punção, um pouco do
líquido amniótico. Esta análise permitirá estabelecer um cariótipo
(carta genética) do feto, para ter certeza de que ele não é portador
de uma anomalia genética ( o risco aumenta com a idade da mãe). O
resultado é obtido de 8 a 10 dias. O risco de perder o bebê com esse
exame é de 0,5 a 1 %.
Análise do Sangue Fetal por Cordocentese: é mais um exame invasivo (
exame invasivo é aquele no qual se recolhe amostra do tecido de uma
pessoa. É o único exame que dá certeza se o bebê tem algum problema
cromossômico). Este exame consiste em se introduzir uma agulha
guiada pela imagem da ultra-sonografia, através do abdome materno
até o cordão umbilical do feto, de onde é extraída uma amostra de
sangue fetal.
A análise do sangue recolhido tem por objetivo saber se o feto foi
atingido por uma doença contraída pela mãe, como rubéola,
toxoplasmose, ou se ele sofre de anomalias sangüíneas graves ou de
um eventual déficit imunitário.
O resultado é rápido (2 a 7 dias), mas o exame só pode ser realizado
após a 20a. semana e o risco de perder o bebê, é maior: 2%
Exame de Segurança: trata-se de uma análise das células da vagina e
do colo do útero, feita pelo médico e analisada em laboratório, para
reconhecer a tempo eventuais lesões de origem viral ou displasias
(anomalias tissulares).
Vilo Corial: para estabelecer um cariótipo mais precoce do que com a
amniocentese, são puncionadas e analisadas as vilosidades coriais
(elementos da placenta), analisando-se o número de cromossomos e
seus aspectos, revelando-se desta forma, uma grande quantidade de
alterações. Entre elas está a Síndrome de Down. Da mesma forma que a
amniocentese, este exame deve ser feito em um centro especializado,
por médico que tenha bastante prática. Este exame pode ser feito da
10a. à 15a. semana. Da 10a. à 11a. semana,o exame seria realizado
por via vaginal ( como se fosse um exame de papanicolau). Após as 11
primeiras, é feito por via abdominal, com o auxílio de uma agulha. A
coleta de material é precedida por uma análise ultra-sonográfica. Em
seguida, o cateter com agulha na ponta, é levado até a placenta do
feto, de onde aspira pequenos fragmentos de tecido. O resultado
demora em média, 10 dias e o risco do exame, de perder o bebê é de
0,5 a 1%
Fetoscopia: o fetoscópio é um tubo fino e comprido que funciona como
um telescópio e permite observar o feto no interior do saco
amniótico. Além de permitir a detecção de anomalias como o lábio
leporino e a fenda palatina, também torna possível obter uma amostra
de sangue fetal e verificar a existência de doenças sangüíneas
congênitas.
Monitorização Fetal: método para verificar se o feto está recebendo
o oxigênio necessário pela placenta. Por meio de um detector de
ultra-sons especial, colocado no abdome da mãe os sons dos
batimentos cardíacos são captados e registrados numa tira de papel
em movimento. O ritmo cardíaco normal significa que suas condições
estão boas. |